Nesta tela é possível criar laudos de eficiência para o protetor auricular utilizado. Através deste laudo obteremos as informações necessárias ao desenvolvimento de uma análise de ruído considerando a utilização efetiva do EPI durante o período de trabalho.

A elaboração do laudo de eficiência é pré-requisito do laudo de ruído contínuo ou intermitente c/ EPI, logo deveremos criar os arquivos de EPI (*.epi) que serão importados dentro da SubTela - Seleção de Protetores Auriculares.

Abaixo serão descritos como deverão ser preenchidos os campos da tela de eficiência de EPI. A primeira parte a ser preenchida são os dados do EPI podendo ser incluído a foto do produto e alguns comentários sobre o uso ou norma de atenuação empregada. Para incluir a foto, basta colocar o arquivo de figura (.bmp) no diterório do Gerente SST.

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Na segunda parte da tela o usuário, caso disponha, deve inserir as medições do NPS em dB realizadas em campo nas oitavas de freqüência conforme acima. Isso permite que se calcule a atenuação pelo método longo da NIOSH; considerado o mais confiável. Lembramos que os dados de NPS por frequência deverão ser fornecidos em dB (linear), isto é, sem curva de ponderação A ou C.

Para o cálculo segundo a NIOSH01 deve ser considerado o fator de confiabilidade. Ao escolher o método de medição fornecido pelo fabricante: "Objetivo" ou "Subjetivo" o programa automaticamente escolhe a confiabilidade, que no caso será de 98% para o primeiro e 84% para o segundo. Contudo o Gerente SST permite que o usuário selecione a confiabilidade de sua escolha.

Como sugestão para o relatório de análise de EPI em campo, o usuário deve medir no local as fontes de maior ruído. Elaborar um laudo para cada uma e posteriormente utilizar na dosimetria o valor mais baixo encontrado; garantido a eficiência da sua análise.

Ao emitir o laudo de dosimetria com EPI o usuário deve anexar os laudos de eficiência de EPI justificando a atenuação empregada na sua análise.

OBJETIVO

Método antigo descrito na norma (ANSI 3.19-1974 e ANSI 12.6-1997 Parte A). Os participantes da análise são individuos treinados e qualificados na utilização de protetores, logo são orientados e supervisionados para a sua devida utilização, antes da realização da análise.

SUBJETIVO

Método atual descrito na norma (ANSI 12.6-1997 Parte B). Os indivíduos que utilizarão o protetor auricular são indivíduos que desconhecem o uso de protetores auriculares, estes apenas seguem as orientações que constam nas embalagens do protetor auricular.

Critério: NIOSH 01

O mais confiável. Leva em consideração o ruído encontrado no local de trabalho, geralmente utilizado o mais crítico para essa análise. É realizada uma análise em frequênia nas bandas de oitavas e diminuídos desses valores a atenuação e, posteriormente, somados os desvios padrão por oitava fornecido pelo fabricante que possui CA.

O Gerenciador SST realiza os cálculos automaticamente por freqüência e posteriormente calcula o valor global no ambiente com e sem EPI. A diferença entre estes fornece a atenuação efetiva (real) do EPI utilizado em campo. A dificuldade desse método está no uso de analisadores de nível de pressão sonora em freqüência em tempo real.

Critério: NIOSH 02

Considera um ruído em banda larga de 100 dB para as oitavas utilizadas no cálculo. Leva em consideração fatores de erros, portanto não é o método mais aconselhável. Ruído tonais de baixa freqüência ou alta freqüência , na realidade, terão diferentes atenuações, o que não é considerado nesse método. A atenuação é fornecida por um número chamado de NRR.

Critério: DO FABRICANTE

Considera um ruído em banda larga para as oitavas utilizadas no cálculo da atenuação global do EPI. Esse dado é fornecido pelo fabricante de acordo com seu método de cálculo e deve ser semelhante ao da NIOSH 02. Aconselha-se utilizar o método 1 da NIOSH por considerar a análise em freqüência do ruído existente no local.

IMPORTANTE: Tanto a NIOSH 02 quanto o NRR do fabricante considera para fim de análise da atenuação efetiva do EPI a medição no local de trabalho na curva "C" e na curva "A" . O procedimento para o calculo da atenuação efetiva será:

a) Definição do(s) local(is) mais crítico(s);
b) Medição em dB(C) e dB(A) do ruído mais elevado. Chamaremos de dBC(medido) e dBA(medido);
c) Definir o EPI obtendo o NRR segundo a NIOSH 02.
d) Obter o ruído efetivo que chegaria no ouvido do operador com o EPI selecionado:
    dB(A) (no ouvido) =   dBC(medido) - NRR;

e) Calcular a atenuação efetiva "Atenuação = dBA(medido) - dB(A) (no ouvido).